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02/02/2019 12:02

Celebrações do Dia de Iemanjá levam baianos e turistas ao Rio Vermelho

Grandes filas se formaram desde as primeiras horas da manhã deste sábado (2), nas proximidades da Colônia de Pescadores, no Rio Vermelho, para entregar presentes e oferendas a Iemanjá. A festa em homenagem à Rainha das Águas, uma das mais tradicionais de Salvador, atrai multidão de baianos e turistas, durante todo o dia.

O Rio Vermelho é só animação e alegria, com música ao vivo por todos os lados, bares e restaurantes lotados. A maioria serve feijoada, o prato mais tradicional da festa. O consumo de cerveja e água mineral também é alto. Religiosa e profana, a festa reúne devotos, simpatizantes e turistas em grande quantidade. Hotéis e pousadas do bairro estão lotados.

Muitos visitantes, como Pedro Victor, Lucivando Martins e Ana Moura, são atraídos pela magia de Iemanjá. Residentes em Teresina, no Piauí, eles são adeptos da umbanda e vieram à Bahia especialmente para homenagear a Rainha das Águas. “Além de conhecer a festa, estamos aqui por uma questão espiritual, para fortalecer a nossa fé e entrar em contato com este grande axé da Bahia, que é uma terra muito hospitaleira”, disse Pedro Victor.

Outros já estavam na cidade e aproveitaram para conhecer a tradição do 2 de fevereiro. É o caso de Patrícia Paula, pernambucana de Olinda. “Estou achando muito animada e olha que ainda nem começou”, afirmou, na ensolarada manhã do Rio Vermelho.

O auge da festa seria à tarde, por volta das 16 horas, quando barcos saem em procissão para entregar flores, presentes e oferendas à deusa do mar. Pela primeira vez na Bahia, o italiano Maximo Bortolau, da cidade de Torino, estava conhecendo a celebração a Iemanjá e trabalhando ao mesmo tempo. Fotógrafo profissional, ele registrava imagens para depois realizar uma exposição. “Há dez anos eu ouvia falar desta tradição e vim conhecer. Estou achando maravilhoso de coração, as pessoas são muito calorosas e é tudo muito bonito”, elogiou.

Tradição - A festa de Iemanjá é um dos pontos altos do verão baiano. A tradição começou por volta de 1923, quando pescadores jogaram presentes para a Rainha das Águas em um período de pouca fartura. Como resultado, obtiveram pesca abundante.

Repórter: Eduardo Bastos
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