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29/03/2020 10:03

Toque dos sinos de Salvador: Um aviso para ficar em casa.

Nos últimos meses a Bahia tem acompanhado o ressurgimento do badalar dos sinos das igrejas da Bahia. Seis igrejas já passaram por obras de reativação dos seculares sinos que tocam atualmente nos horários litúrgicos. O projeto idealizado pelo Secretário de Turismo da Bahia, Fausto Franco, representa um resgate de uma tradição que foi se perdendo ao longo do tempo.

Os sinos no passado, para além de suas funções religiosas, também funcionavam como marcadores temporais, “sinalizadores” dos acontecimentos diários. Em épocas de epidemias, por exemplo, os sinos sinalizavam para o número de mortes em uma cidade e também convidavam os habitantes para as obrigações religiosas, lembra o historiador Rafael Dantas que acompanha o projeto de reativação dos sinos, também destacando outros momentos que marcaram a história da Cidade como a Gripe Espanhola de 1918. Na contemporaneidade, os sinos foram perdendo relevância no cenário social ficando presente de forma mais atuante no meio religioso.

Mas devido ao isolamento recomendado por conta da pandemia do Coronavírus, o toque dos sinos novamente voltaram a se destacar. Em algumas cidades italianas e no Brasil, as badaladas voltaram a ser um sinal de esperança e fé. A cidade mineira de São João del-Rei voltou a tocar três vezes os sinos em um pedido de oração em casa durante o isolamento. Na cidade do Salvador, capital baiana, seis igrejas contempladas pelo projeto, mais os outros templos que já tocavam os sinos, exemplo da Catedral Basílica, continuam sinalizando para a importância da esperança e do isolamento em casa.

O Padre Valson Sandes, capelão da Igreja do Passo e da paróquia da Igreja da Saúde, pontua “que o sino foi sempre um sinal de Deus, um anúncio, um chamado nesse tempo de Conaravírus para as pessoas ficarem em casa em oração.” 

O resgate do toque dos sinos ganha ainda mais importância no aniversário da Cidade do Salvador, 29 de março, data que celebra a chegada do primeiro governador Geral Tomé de Sousa. Pela primeira vez em mais de 100 anos, Salvador contempla o espetáculo da volta do badalar de diversos sinos, que estavam parados há décadas, em suas velhas igrejas
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