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10/02/2018 21:02

Saída do cortejo do Ilê Aiyê emociona baianos e turistas

A percussão do Ilê Aiyê encheu de ritmo e alegria a mais famosa Ladeira do Curuzu, na noite deste sábado (10), na capital baiana. Milhares de pessoas, autoridades e convidados se reuniram para assistir à cerimônia que antecede a saída do cortejo do bloco afro em direção ao Campo Grande, com o tema "Mandela – A azania celebra o centenário do seu Madiba", em homenagem a Nelson Mandela.

Para o governador Rui Costa, subir a Ladeira do Curuzu é revisitar o bairro onde nasceu. No Terreiro Ilê Axé Jitolu, foi recepcionado pelo presidente do bloco, Antônio Carlos dos Santos, o Vovô do Ilê, e demais integrantes da diretoria da agremiação.

Ao lado do governador, o secretário estadual do Turismo, José Alves, acompanhou os preparativos para a saída do cortejo e falou sobre a importância dos blocos de matriz africana. “Mais antigo bloco afro do Brasil, o Ilê construiu uma história de afirmação étnica que se multiplicou, consolidando um protagonismo que valoriza o nosso Carnaval", disse.

O Olodum, Muzenza e Cortejo Afro, entre outros blocos, atuam na mesma vertente sociocultural com resultados extraordinários, observa o secretário José Alves. "Este é um dos grandes diferenciais do Carnaval baiano e os blocos afros são reconhecidos e têm o apoio do governo estadual com o projeto Carnaval Ouro Negro", finalizou.

Carnaval de paz

Como manda a tradição, a cerimônia religiosa que precede a saída do Ilê Aiyê teve início por volta das 22 horas, reverenciando os orixás e pedindo a abertura de caminhos para um Carnaval de paz. A singularidade do ritual emocionou baianos e turistas.

Vindas do Rio de Janeiro, Fabiana Scarpa, de 20 anos; Ilana Balassiano, de 19 anos; e Clara Fiorote, de 20 anos, são algumas das visitantes que falaram da emoção vivida ali. "Inesquecível", resumiu Fabiana.

Texto: Lenilde Pacheco e Eduardo Bastos
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